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TRANSTORNO DEPRESSIVO

TRANSTORNO DEPRESSIVO

Antes, precisamos saber que, o estado depressivo não possui nenhum exame laboratorial que produziu resultados de sensibilidade e especificidade, para serem adotados como ferramenta diagnóstica para esse transtorno. Embora haja ampla literatura apresentando correlatos neuroanatômicos, neuroendócrinos e neurofisiológicos.American Psychological Association (APA). DSM-5: manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre: Artmed; 2014;.

O que pode está relacionado a depressão são alterações nos mecanismos neurobiológicos.(Baune B et al 2009; Miller AH, Maletic V. Raison CL et al 2009.)

O aumento da disfunção celular em áreas límbicas e corticais do cérebro pode ser observado em indivíduos deprimidos(Guilloux JPDouillard-Guilloux G, Kota R et al, 2012; Sen S, Duman RSanacora G et al 2008.)


Uma baixa atividade neurotrófica está associada a números reduzidos de células no córtex pré - frontal(RajKowska G. et al 2000) e nas amígdalas além de diminuição no volume do hipocampo(Campbell S. Marriott M, Nahmias C, MacQueen GMet al 2004; Videbech P. Ravnkilde B. et al 2004.)

Dessa maneira, modificações nos fatores de crescimento dos nervos, e mais especificamente, mudanças no BDNF podem ter papel importante no desenvolvimento da depressão(Douillard-Guilloux G, Kota R et al, 2012; Castren E. Rantamaki T. et al 2010; Molendijk ML, Bus BA, Spinhoven P et al 2005.) 

 

BDNF é um protéina encontrada, principalmente, no sistema nervoso central, de suma importância para sobrevivência e a manutenção do funcionamento neural.


Os traços psicológicos e variantes genéticas, como também eventos que tenham ou não ocorrido anteriormente na vida de cada individuo são fatores importantes também(Herbert J. et al 2013), mas como descrevi no começo do texto, a depressão ainda não é comprovada por nenhum exame de sensibilidade e especificidade através de diagnósticos para esse transtorno.

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